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Ano novo, Talude nova

Já diziam algumas (várias) línguas “ano novo, vida nova” e, aqui no Autonomia, nós levamos isso muito a sério. Nós e os meninos da Talude. Iniciamos 2018 com um lançamento da banda natalense composta por Victor Romero, Jônatas Barbalho, Felipe Beniz e João Victor Moura: uma nova versão da música “Rvptvra“ (originalmente “Ruptura“), presente no EP Fragmento, lançado no início do ano passado. “É meio estranho falar de um formato eletrônico para a Talude, até porque algumas músicas que tocamos com banda nasceram de coisas que surgiram com sintetizadores e beats”, diz Victor. “Nós flertávamos com a ideia de criar um formato que possibilitasse levar nosso som ao vivo para outros ambientes que, muitas vezes, não comportavam uma apresentação com banda completa”. 2017 foi um ano para a Talude se reinventar e iniciar 2018 de uma forma diferente. “É quase como se estivéssemos pegando nossas músicas e traduzindo elas para outro idioma”, finaliza Vik. A session eletrônica de “Rvptvra” você pode conferir abaixo com exclusividade.  

Vozes femininas brasileiras e seus clássicos obrigatórios

Dentro do cenário musical brasileiro são incontáveis os trabalhos de mulheres, seja compondo ou apenas interpretando canções de terceiros. Essa lista foi feita buscando condensar em poucas palavras álbuns interpretados por vozes femininas que deixaram ou irão deixar seu legado para a música brasileira.  Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo – Cassia Eller (1999) Quinto álbum de estúdio da cantora, é até hoje considerada sua obra-prima, com músicas escritas por Caetano Veloso, Luiz Melodia, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, entre outros vários músicos. Cássia sempre preferiu interpretar músicas de outros artistas ao invés de compor suas próprias canções, por isso nenhuma das músicas do álbum foi escrita por ela. A música que abre o álbum “Segundo Sol” é uma das mais conhecidas da artista, depois apenas de “Malandragem”.  A Voz do Samba – Alcione (1975) Primeiro álbum de estúdio de Alcione, que em sua estreia já tinha entre as faixas as músicas “Não Deixa o Samba Morrer”, até hoje sua canção mais popular, regravada também por Marisa Monte e outros artistas, e “O Surdo”, outra música presente em coletâneas que revisitam diversas obras da cantora e também seu repertório de shows.   Falso Brilhante – Elis Regina (1976) Álbum em estúdio do espetáculo teatral “Falso Brilhante”, que ficou em cartaz por um período de dois anos. As canções ao mesmo tempo que contam a história de vida e carreira de Elis, ainda que nenhuma das canções tenha …

EP3: Metá Metá

Os integrantes do Metá Metá estão de volta com um trabalho novinho em folha: o EP3. O EP conta com duas canções compostas pela banda que ficaram de fora da trilha do espetáculo de dança do Grupo Corpo, Gira: “Odara Elegbara” e “Ajalaiye”, ambas em homenagem ao orixá Exu, segundo a própria banda. São duas canções intensas e com diferentes elementos musicais. Vale a pena a ouvida. Você pode baixar o EP3 clicando aqui. O Metá Metá já tem três shows de lançamento do EP marcados; dia 12/08 no Festival Criolina, em Brasília; 13/08 no SESC Pinheiros, em São Paulo; e dia 18/08, junto com a banda Rakta, no Circo Voador, no Rio de Janeiro.

12 lançamentos imperdíveis do primeiro semestre de 2017

O primeiro semestre do ano foi cheio de lançamentos incríveis dentro do cenário independente e, pensando nisso, a equipe do Autonomia fez uma difícil seleção dos 12 melhores álbuns e EPs pra vocês ouvirem. Mariana Ribeiro @maribeiro_ Kiko Dinucci – Cortes Curtos Lançado em 7 de fevereiro, o Cortes Curtos me fisgou na primeira ouvida. O álbum, composto por 15 faixas (15 pedradas pra ser mais exata), é propício para ouvir em volume alto e sem pausa. É um álbum que reflete São Paulo de diferentes maneiras dentro de cada letra. Cortes Curtos é um álbum que cresce cheio de barulho e histórias e, até agora, o meu preferido do ano. Foco na maravilhosa “Chorei” e “Vazio da Morte”. gorduratrans – paroxismos “Paroxismo” é uma palavra dentro da medicina que descreve o momento de intensidade máxima de uma dor e, bem, é resumidamente o que o segundo álbum do gorduratrans transmite. É um álbum sobre dores, mas não de uma forma superficial, porque você consegue senti-las através das letras de Felipe Aguiar (voz e guitarra) …