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Vozes femininas brasileiras e seus clássicos obrigatórios

Dentro do cenário musical brasileiro são incontáveis os trabalhos de mulheres, seja compondo ou apenas interpretando canções de terceiros. Essa lista foi feita buscando condensar em poucas palavras álbuns interpretados por vozes femininas que deixaram ou irão deixar seu legado para a música brasileira. 

Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo – Cassia Eller (1999)

Quinto álbum de estúdio da cantora, é até hoje considerada sua obra-prima, com músicas escritas por Caetano Veloso, Luiz Melodia, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, entre outros vários músicos. Cássia sempre preferiu interpretar músicas de outros artistas ao invés de compor suas próprias canções, por isso nenhuma das músicas do álbum foi escrita por ela. A música que abre o álbum “Segundo Sol” é uma das mais conhecidas da artista, depois apenas de “Malandragem”. 

A Voz do Samba – Alcione (1975)

Primeiro álbum de estúdio de Alcione, que em sua estreia já tinha entre as faixas as músicas “Não Deixa o Samba Morrer”, até hoje sua canção mais popular, regravada também por Marisa Monte e outros artistas, e “O Surdo”, outra música presente em coletâneas que revisitam diversas obras da cantora e também seu repertório de shows.  

Falso Brilhante – Elis Regina (1976)

Álbum em estúdio do espetáculo teatral “Falso Brilhante”, que ficou em cartaz por um período de dois anos. As canções ao mesmo tempo que contam a história de vida e carreira de Elis, ainda que nenhuma das canções tenha sido escrita por ela, também narram a situação política da época.  

Drama – Anjo Exterminado  – Maria Bethânia (1972)

Produzido por seu irmão Caetano Veloso, que escreveu e ajudou a escrever grande parte das músicas presentes do disco, o álbum é dividido em atos, como no teatro, que foi grande influência em sua criação. Sendo a primeira metade o Ato 1, iniciada com um verso seguido pela música “Esse Cara”, e a segunda metade o Ato 2, que se inicia na música “Iansã” feita para um orixá e composta por Gil e Caetano. 

Boladona – Tati Quebra Barraco (2004)

Com sample de “Lovestory” da dupla de DJs inglesa Layo & Bushwacka, o hit “Boladona” é uma das dezoito músicas do álbum e maior sucesso da MC até hoje, consolidou sua carreira não só fora da sua cidade Rio de Janeiro como também fora do Brasil. Famosa por suas letras de duplo sentido como em “Dako é Bom”“Kabo Kaki”, a cantora influenciou diversas outras MCs ao longo desses anos e continua sendo até hoje grande ícone feminino no funk. 

A Mulher do Fim do Mundo – Elza Soares (2015)

O mais recente entre os álbuns já é um clássico coetâneo. O disco é uma odisseia da mulher negra que luta, resiste e revida. O álbum já se inicia com um poema de Oswald de Andrade a capela e prossegue com o uso samba, rock e elementos eletrônicos para acompanhar as letras com temas como violência doméstica, morte, sexo, transexualidade e sentimento de orgulho racial negro.  

Encarnado – Juçara Marçal (2014)

Álbum solo da cantora Juçara Marçal, integrante do grupo Metá Metá, lançado por via independente e já enorme entre a cena contemporânea paulista. O tema principal do disco é a morte, além de uma busca pelo renascimento. Possui composições de alguns outros músicos conhecidos como Kiko Dinucci, também responsável pela arte da capa, Itamar Assumpção, Gui Amabis e Tom Zé, que inclusive influenciou bastante o álbum, tanto que a cantora fez um cover da música “Não Tenha Ódio no Verão”.

Fruto Proibido – Rita Lee (1975)

Juntamente com a banda Tutti Frutti, Rita Lee conseguiu criar um álbum que tivesse uma conexão muito grande com a época em que foi lançado. É nele que se encontram grandes sucessos que permanecem no repertório da cantora como “Agora Só Falta Você”, “Fruto Proibido” e “Ovelha Negra”, música que se tornou um hino da cantora.